supernova [cor de] champagne

Archive for maio 2009

m42_tres_marias100Apesar de gostar de diversas bandas e ouvir milhares de músicas sempre que posso (as que estou viciada escutando direto esses dias são “Club Foot” do Kasabian e “All the day and all of the night” do The Kinks), não acho que tenha um som tão gostoso de escutar como o barulho do mar. Muito menos uma imagem que dê mais curiosidade de se ver quanto as ondas batendo na praia.
Por falta de oportunidade e de tempo, não presencio muito disso no meu dia-a-dia… mas sempre que posso, aproveito e guardo mais um pouco dessa paisagem na minha memória.
Outra coisa que não lembro de ter visto antes (ou se vi, foi há muito tempo), foi o céu totalmente estrelado, como estava no sábado (23/05/09). Nunca tinha visto uma quantidade tão grande de estrelas no céu (sei que elas estão lá, mas as luzes da cidade sempre acesas à noite não permitem a visualização), como pode isso? Olhei para uma parte próxima ao Cruzeiro do Sul, e parecia como uma nuvem de estrelas, uma nebulosa, enfim…
São momentos como esse que me fazem imaginar como seria se meus olhos pudessem tirar fotos, para recordar disso tudo mais tarde… até porque daqui a algum tempo, talvez as próximas gerações não tenham a oportunidade de valorizar essas coisas mais simples da vida, coisas que dinheiro nenhum compra…

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Essa é sensacional…
 Vejam a genialidade da poeta Clarice Lispector e a riqueza da língua portuguesa.

couple crisis
 Não te amo mais
 Estarei mentindo dizendo que
 Ainda te quero como sempre quis.
 Tenho certeza que
 Nada foi em vão.
 Sinto dentro de mim que
 Você não significa nada.
 Não poderia dizer jamais que
 Alimento um grande amor.
 Sinto cada vez mais que
 Já te esqueci!
 E jamais usarei a frase
 EU TE AMO!
 Sinto, mas tenho que dizer a verdade
 É tarde demais…

 Clarice Lispector

OBS.: Agora leia de baixo para cima. Pura arte … pura genialidade!

romance

not sure
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

[Autor Desconhecido]


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